segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O amigo!

Parada em frente à sua janela Pérola observava a chuva que lá fora era tão violenta quanto as lágrimas que brotavam do seu interior sendo extenalizadas com a mesma intensidade da tempestade.
Perguntou-se: "Onde estão os amigos?" "Quando eu me sinto só onde estão aqueles a quem ouvi?" "Onde estão aqueles a quem eu tanto amo?"...   ...   ...   ...   "Ou aqueles a quem eu pensei que me amassem?" ...   ...   ...   ...   ...   ...   ... "Ou aqueles...?" ...   ... "Aqueles...?" ...   ...   ...   ...

Pérola ficou lá um bom tempo lamuriando, chorando, blasfemando...

Até que entendeu  que assim como a terra que recolhia as gotas da chuva para seu benefício e para alimento de todas as plantações gerando fortalecimento, Deus também estava recolhendo cada uma de suas lágrimas e a ensinando que nunca se deve esperar nada em troca... aprendendo que não há apoio seguro em nenhum homem.... aprendendo que não há amigo como o Grande Rei, que sendo Rei morre pelo servo.... aprendendo que Ele é a maior, melhor e única verdade que não pode mudar!!!

Assim, suas lágrimas continuaram a rolar, mas seu coração estava consolado por aquele a quem verdadeiramente podemos chamar:
O AMIGO!!!

sábado, 12 de março de 2011

A diferença entre ser um colaborador e ser chamado por Deus




1. Voluntários vêem seu envolvimento na igreja como serviço comunitário, mas pessoas chamadas por Deus vêem isto como ministério.


2. Voluntários queixam-se do quanto vai custar servir, mas pessoas que são chamadas estão comprometidas com o serviço.


3. Voluntários recuam quando trata-se de resolver conflitos de relacionamentos, mas pessoas chamadas por Deus buscam resolver esses conflitos em nome da unidade da igreja.


4. Voluntários encaram ensaios como outro compromisso que são obrigados a cumprir, mas pessoas chamadas por Deus aguardam pelo ensaio como outra oportunidade de serem usadas por Deus.


5. Voluntários não fazem preparações ou ensaios extras, mas pessoas que são chamadas por Deus vêem aos ensaios e apresentações o mais preparadas possível.


6. Voluntários não estão abertos a críticas construtivas, adotando uma postura de defesa diante delas.


7. Voluntários sentem-se ameaçados pelo talento de outros, mas pessoas chamadas por Deus O louvam por distribuir dons e talentos conforme sua vontade.


8. Voluntários querem desistir ao primeiro sinal de adversidade ou desânimo, mas pessoas chamadas por Deus cavam trincheiras e perseveram.


9. Voluntários encontram sua principal fonte de realização em seus talentos e habilidades, mas pessoas chamadas por Deus sabem que ser usado por Ele é a experiência mais compensadora que você pode ter em sua vida.


10. Voluntários não conseguem lidar com situações nas quais serão pressionadas, mas pessoas chamadas por Deus respondem ao seu chamado com uma humilde dependência Dele.



  • NOLAND, Rory. O coração do Artista: Construindo o caráter do artista cristão. Fundação Batista Central: São Paulo, 2002, 282 p.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um desabafo apenas!!!!


Eis-me aqui Senhor... Assim, exatamente como sou

Tão frágil e tão forte

Pequena e grande

Com capacidade de fazer o bem e também o mal

Eis-me aqui Senhor...

Com feridas abertas e cicatrizadas

Com “ziquiziras” emocionais

Com defeitos e virtudes

Quebrantada e orgulhosa

Eis-me aqui Senhor

Tão confusa e tão certa do turbilhão que há em meu ser

Eis-me aqui Senhor para ser tua... Assim, exatamente como sou!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Culto deve ser Cristocêntrico

            A coisa mais comum hoje é ver nas fachadas das igrejas grandes cartazes com promessas de milagres, curas e vida feliz, bastando para isso apenas ir a um dos cultos anunciados: cultos dos milagres, culto das 5 semanas de oração, culto da cura divina (ou miraculosa), culto “disso”, culto “daquilo”. Quando na verdade “não existe base bíblica para transformarmos o momento do culto coletivo da igreja, numa sessão de curandeirismo (Efésios 5.18-20)” [1]afirma Arival Dias Casimiro.
            E apesar das novidades que surgem a cada dia, a vida e o culto cristão no decorrer da história, foram revestidos de roupagens que não condiziam com a sã doutrina. Inúmeras vezes, cristãos se afastaram da verdadeira motivação que gira em torno do culto cristão, que deve ser a centralidade de Cristo.
            No que diz respeito ao sobrenatural, aos milagres e curas, o questionamento não consiste na dúvida de que Jesus pode curar. A questão é a motivação das curas, o real propósito dos milagres. Porque a realidade é que o contentamento do homem deve estar única e exclusivamente centrado em Jesus. Não adianta ter um corpo são e uma alma condenada à perdição. “O missionário David Brainerd morrendo aos vinte e nove anos de idade, após rigoroso desgaste na evangelização dos índios norte-americanos, disse: ‘Não teria gasto minha vida de outro modo por causa alguma no mundo.’”.[2] Isso é viver uma vida centrada em Cristo, em como é possível ser usado em sua obra e não em como Cristo pode ser usado pelo homem. A centralidade de todo culto deve estar em Cristo, na adoração genuína ao Eterno e não apenas naquilo que Ele pode nos fornecer.          
            A grande marca do culto na igreja primitiva era a simplicidade, segundo George Eldon Ladd,  “além da adoração no templo, há também reuniões nos lares cristãos (Atos 2:46; 5:42), para o partir do pão e comunhão na refeição”.[3] Ou seja, os cristãos se reuniam para adoração, oração e comunhão de maneira simples. Os cristãos tinham uma concepção diferente da que se tem hoje ao que se refere à igreja.          Para os cristãos primitivos a “igreja significava um corpo de pessoas numa relação pessoal com Cristo.” Assim, reuniam-se “em casas (At.12:12;Rm.16:5,23;Cl.4:15;Fm.1-4), no templo (At. 5:12), nos auditórios públicos de escolas (at. 19:9) e nas sinagogas até quando foram permitidos (At. 14:1,3;17:1;18:4).” Para esses cristãos “o lugar não era tão importante como o propósito de encontro para comunhão uns com os outros e para o culto a Deus.”[4]
            Nada pode ocupar o lugar de Cristo no culto, caso contrário, não será este um culto genuinamente cristão. Quando Paulo escreve aos corintos, uma das palavras que ele usava para se referir a algumas atitudes dos irmãos era que esses haviam se ensoberbecido , ou seja, se achavam mais espirituais, portanto, superiores aos outros, e até mesmo superior a Paulo. A espiritualidade dos corintos, entre eles, passou a ser medida pelos dons espirituais que tinham. O seu culto estava se tornando antropocêntrico, e Cristo e sua obra era deixada de lado.
            O mesmo que aconteceu naquele período da igreja acontece hoje de forma que, apesar de estarem cronologicamente distintas, tornam-se semelhantes em sua prática. Em muitas igrejas a ênfase primária é no Espírito Santo e em sua obra. Quando, na verdade, o Espírito Santo sempre aponta para Cristo.
            Muitos cultos giram em torno, apenas, das curas e experiências místicas. Mas o que essas experiências místicas ensinam acerca de Jesus? Augustus Nicodemus Lopes afirma que “nós temos movimentos de cura, de línguas, de profecias de “dente de ouro”, de batalha espiritual, de prosperidade, de “louvorzão”...mas nunca ouvi falar, em nossos dias, de um movimento que procurasse conscientemente promover a pessoa de Cristo”. Ele acrescenta que não há um movimento que tenha como centro explícito a doutrina da Pessoa de Cristo e de sua obra.          [5]
            É marcado na história que o movimento pentecostal, na grande maioria, tem colocado o Espírito Santo no centro do culto ao invés de colocar Cristo, quando, na verdade o próprio Espírito age para que Cristo seja glorificado no culto. “Se Jesus não for o centro e não receber a glória e a honra que lhe são devidas como Cabeça da igreja, como o Filho único de Deus e o Senhor de tudo e de todos, então tais coisas não procedem do Espírito Santo.”[6] Esta afirmação tem como base 1Coríntios 12:4-6.
            Um exemplo histórico de uma heresia que tentou transformar o Espírito Santo como centro do culto é vivida por Montano, um cristão da Frígia que viveu no  século II. Ele declarou que recebeu uma revelação direta do Espírito Santo de que seria seu representante e lideraria a igreja durante seu último período aqui na terra. Montano foi responsável por fundar uma seita que buscava a renovação na igreja no entusiasmo, dons, poder e sinais ocorridos durante o período apostólico. E devido aos abusos ocorridos no movimento montanista, este foi considerado uma heresia e findou no século VI.[7] 
            Olson, ao relatar a heresia de Montano indaga: “Estaria o montanismo, ou algo semelhante, ainda em pleno vigor na era moderna?” E acrescenta que “sempre e onde quer que a profecia for elevada a uma posição igual, ou superior, às Escrituras, lá estará o montanismo em ação.” Concluindo que “assim como o gnosticismo, o montanismo desafiou a igreja primitiva e desafia a igreja moderna a pensar e reagir teologicamente para impedir que o cristianismo se transforme em tudo e nada e, portanto, em uma coisa qualquer.           [8]
            É preciso sempre observar e analisar as práticas litúrgicas, as doutrinas e verificar se elas condizem com as Escrituras, caso contrário, tais práticas devem ser inaceitáveis. É preciso ser como os crentes de Beréia e colocar em pauta tudo aquilo que transgride os mandamentos bíblicos.
            Diante da atual “onda de curas e milagres” é preciso que a igreja esteja focada e  comprometida a estudar seriamente as escrituras de maneira profunda para fazermos a apologia da nossa fé de maneira consistente e coerente.       Atentar sempre que o centro do nosso culto é Cristo, e que os milagres são conseqüências da sua graça que é derramada sobre nossa vida da maneira que melhor lhe aprouver.
            É preciso esclarecer que não foi negado o fato real de podermos clamar a Deus por milagres, mas que estes não são mais importantes do que Cristo e o relacionamento que devemos a cada dia estar desenvolvendo com Ele.          Alguns cultos que mencionam tão pouco Jesus que fazem Dele “quase como uma nota de rodapé”[9]. Que se possa fazer diferente em meio a tanta confusão teológica. Que Cristo possa ser sempre o Título Principal, e não mais beirar as notas de rodapé.



[1] CASIMIRO, Arival Dias. Curas Hoje, in Teologia para o povo de Deus: 13 estudos bíblicos acerca dos temas teológicos atuais – Revista educação Cristã – Volume III.  São Paulo: Socep. p. 24.
[2] SHEDD, Russell P. Alegrai-vos no Senhor: uma exposição de Filipenses. São Paulo: Edições Vida Nova, 1984. p.106
[3] LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento;  tradução de Darci Dusilek e Jussara Marindir Pinto Simões Árias – 1ª Edição – São Paulo: Exodus, 1997. p.329
[4]CAIRNS, Earle E. O cristianismo através dos séculos: uma história da igreja cristã. Tradução de Israel Belo de Azevedo – 2ª edição – São Paulo: Vida Nova, 1995. p. 67-68
[5] LOPES, Augustus Nicodemus. O culto espiritual: um estudo e 1 Coríntios sobre questões atuais e diretrizes bíblicas para o culto cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. p.101
[6]Idem, p.98
[7]Idem, p.101.
[8] OLSON, Roger E. História da Teologia Cristã: dois mil anos de tradição e reformas. Tradução Gordon Chown – São Paulo: Ediora Vida, 2001. p.32
[9] LOPES, Augustus Nicodemus. O culto espiritual: um estudo e 1 Coríntios sobre questões atuais e diretrizes bíblicas para o culto cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. p.103

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Seu amor nos constrange!
II Coríntios 5:14
Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram.
           
Sabe aquele dia que você levanta da cama e ao final dele diz: “Este não foi o meu dia...” “Não deveria ter saído de casa?” E por aí vai. Pois é, eu tive um dia desses, pavorosos, na semana passada. Fiquei tão irritada que falei muitas asneiras para o Senhor, muitas mesmo. Que vergonha... Mas,  quem nunca teve um dia desses?
 Passou o final de semana. E que fim de semana! Um passeio inesperado e o Congresso de Jovens. Ou seja, o Senhor proporcionou-me alegria espiritual e também um belo “passeio anti-stress”. Foi maravilhoso ouvir sua voz na ministração da Palavra, e ver sua mão poderosa que age em nosso favor através do Seu infinito amor e misericórdia. E tudo que vivemos aqui neste mundo passageiro, por melhor que possa parecer,  não se podem comparar com o que o Senhor tem preparado pra nós.
            Ouvimos sempre o que vou dizer. E talvez se ouça tanto porque é uma realidade maravilhosa: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria” (ahhh a alegria!), sim, certamente “vem pela manhã”. Ainda que essa manhã pareça não chegar nunca. Ainda que a noite pareça uma eternidade, e pode acreditar, para alguns, ela é bem longa. Ainda assim, a alegria virá pela manhã.
            E por mais louco que pareça, podemos amanhecer ainda na noite, mas estarmos alegres. Porque é a alegria do Senhor que é a nossa força. Consolados pelo Espírito Santo sempre temos esperança  de nos alegrarmos ao amanhecer, ainda que este,  pareça tão distante.
            Todos os dias é preciso agradecer ao Senhor por ser tão maravilhoso;  por não nos castigar pelas palavras ditas em momentos de ira; por perdoar as nossas ofensas ao duvidar que o Senhor está sempre no controle de nossas vidas. E agradecer ainda, seu amor que é indescritivelmente  constrangedor!
Que esse imenso amor, essa paz tão profunda, possa inundar a sua semana!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


Esse tal perfeccionismo....


“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.” João 15:16


Já dizia um dos professores da faculdade: “Escrever não é fácil.”. E isso é realmente verdade: escrever é difícil! Há tanto tempo tento começar as postagens do meu blog, e nunca consigo. Já escrevi tantas coisas, de áreas e maneiras diferentes, mas nenhuma delas consegui expor até agora.
Sabe, é esse tal perfeccionismo, fraqueza (pecado) que me cerca tão de perto. Ele se disfarça de excelência e então, esta se torna a desculpa para deixarmos de fazer aquilo que deve ser feito em nossas vidas. Hoje é o meu basta a esse tal perfeccionismo, porque eu já aprendi que fazer com excelência é fazer o melhor com o que temos. Segundo Rory Noland, em seu livro O Coração do Artista, “Enquanto o perfeccionismo é destrutivo, centralizado no homem, a busca da excelência é construtiva e honra a Deus. Em vez de perseguimos perfeição, devemos buscar excelência”.
Esse tal perfeccionismo impede que eu tenha uma visão saudável de mim, das pessoas e de Deus, portanto ele se torna um inimigo feroz contra nossas vidas espirituais, destruindo nossa comunhão com Deus e com as pessoas, destruindo nossos lares e ministérios.
Ele destrói nossa comunhão com as pessoas porque exigimos a perfeição que elas não têm. E ao primeiro erro tendemos a desprezá-las, eliminando-as de nossas vidas. O perfeccionista tem dificuldade em perdoar e ser perdoado.
O perfeccionismo destrói nossa comunhão com Deus porque sempre achamos que não fizemos o melhor que poderíamos fazer e que Deus, assim, não nos aceitará. O perfeccionista tem dificuldade de entender o amor e a graça irresistível de Jesus.
E quando nosso relacionamento com o criador é prejudicado, tudo mais em nossa vida desmorona, pois Ele é a nossa rocha, Ele, e somente Ele, é perfeito.
Refletindo sobre essa questão lembro-me da leitura que fiz do livro A cabana, onde podemos ver, ilustrado, o tipo de relacionamento que Deus quer ter com cada um de nós. É tão maravilhoso servir a um Deus que não espera nada além daquilo que eu realmente posso dar. É maravilhoso se relacionar com um Deus que sabe que eu não tenho nada para dá-lo, a não ser eu mesma.
Quando o Senhor nos escolheu sabia de todas as nossas limitações, mas investiu em nós para expansão do seu Reino. E através do poder Dele, que opera em nós, podemos fazer grandes coisas com excelência.
Crer e viver a graça irresistível de Jesus é a melhor forma de vencer esse tal perfeccionismo.
A paz!